02 Mar20:54

Pipoca do Saulo arrasta até quem tem dificuldade de se locomover

Quando a voz de Saulo ecoa na avenida, seja no Campo Grande ou na Barra, foliões de todas as raças, religiões e ideologias se misturam formando um tapete multicolorido e democrático. No desfile deste sábado (2), no Circuito Osmar, não foi diferente. Uma legião de fãs atravessou a passarela Nelson Maleiro cantando em uma só voz o sucesso “Raiz de todo bem”, lançado em 2013.
A oportunidade de ser autêntico seguindo o trio de Saulo fez Euclides Neto, 28 anos, sair de Fortaleza e vir pela sexta vez ao Carnaval de Salvador. “A sensação é de liberdade porque a gente sabe que o público que está aqui só quer se divertir. Não há ódio. Todo mundo só quer curtir o momento. Em outros blocos a gente sente medo, mas aqui não”, relatou, emocionado.
Também de Fortaleza e acompanhada de um grupo de amigos de Recife (PE), Goiânia (GO) e Belém (PA), Jordânia Fagundes afirmou ser indescritível os momentos em um bloco tão plural. “É a primeira vez que eu venho para a pipoca de Saulo. Eu o escolhi porque ele é maravilhoso, tem a melhor energia. Aqui todo mundo se mistura, todo mundo é feliz”, narrou. Jordânia afirmou que vai cumprir a missão de finalizar o percurso e voltará no ano que vem para repetir a dose de energia.
Quem observa a passagem da pipoca consegue sentir uma fração da emoção que o público compartilha ao longo do trajeto. Com a grande maioria do público usando adereços ou fantasias, era possível identificar piratas, bailarinas, marinheiras e ainda diversas placas simbólicas representando bloquinhos em meio a pipoca como o “Laranjas do Bem”. Outro quesito que deixa a passagem do trio tão especial é a inclusão: cadeirantes se misturam na multidão e são "protegidos" pelos companheiros de bloco.
Essa vibração do bem se reflete durante a apresentação do cantor. Com os braços abertos e vestido com uma mortalha amarela com desenho de um coração alado nas costas, Saulo agradeceu por está mais um ano no comando do trio sem cordas. "Cada vez é uma emoção maior quando a gente passa por aqui. O sentimento é de gratidão", frisou.