Sala de Imprensa Cláudio Nogueira

Aos 67 anos, o jornalista Cláudio Nogueira é dono de uma trajetória que muitos profissionais de comunicação almejam. Carioca, ele começou a atuar no jornalismo muito cedo, aos 19 anos, e desde então não se dedicou a outra área. Isso inclui cinco anos em jornais impressos do Rio, planejamento de campanhas eleitorais, exercício de cargo público e mais de três décadas na televisão, onde acompanhou de perto a cobertura de vários carnavais em Salvador. Na folia deste ano, Cláudio Nogueira vai emprestar o nome à Sala Oficial de Imprensa do Carnaval, que será inaugurada na próxima quinta-feira (08) pela Prefeitura.  
 
Cláudio Nogueira começou a atuar como repórter de impresso, mas logo descobriu que o seu real fascínio era pelo jornal televisivo.“Eu olhava para frente, embora sem preconceito com o impresso, eu achava que o futuro estava na TV. No jornalismo impresso você está lidando com palavras passivas, que só falam quando o público começa a ler. Na televisão, você pode estar dormindo e ser acordado com uma notícia que tem imagem e som e uma capacidade de impactar e influenciar muito grande”.
 
Em 1975, ele entrou na Rede Globo e ajudou a formar muitos repórteres da época: Ilzes Scamparini, Caco Barcelos e José Raimundo, apenas para citar alguns. “Eu entrei como repórter, fui chefe de reportagem, chefe de redação, diretor-regional de jornalismo do Rio de Janeiro e tive a oportunidade de chefiar toda essa geração. Também fui personagem de um livro que comemora a história dos 15 anos do Jornal Nacional”, lembra.
 
Mas foi na década de 1990 que Cláudio Nogueira recebeu o convite que mudaria a sua vida: tornar-se diretor-geral do Grupo Bandeirantes na Bahia, estado de onde não mais quis sair. “A Bahia é muito parecida com o Rio, porque é uma cidade agradável, banhada pelo mar, uma cidade de cantores, de poetas. “Eu vim para a minha praia. Mesmo aposentado, decido ficar aqui, porque foi e está sendo a minha mais rica experiência profissional, pessoal. Então, posso dizer que a Bahia me capturou”, diz sorridente.
 
Como contribuição no Grupo Bandeirantes, ele ressalta a divulgação do Carnaval de Salvador para o Brasil e para o mundo: “Sem dúvida, eu tive momentos muito relevantes, mas o Carnaval foi um dos mais especiais. Eu tive o imenso prazer de participar desse mutirão consolidado da Band, de levar os artistas da Bahia, que já eram bons, mas não eram reconhecidos, para o país e para o mundo, e essa divulgação tornou-se perene. Essa foi a ação mais importante”.
 
Nogueira também é autor do livro “Poesia Visceral”, colunista de gastronomia, já escreveu vários ensaios internos para auxiliar o profissional da imprensa e atualmente planeja um romance. No estado da Bahia, já recebeu duas vezes o título de Cidadão da Cidade do Salvador e de Comendador da Ordem do Mérito da Bahia.

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