02 Mar16:15

Hoje é o último dia de Arena Multicultural no Carnaval

O Carnaval no Pelourinho conta desde o primeiro dia de folia com um espaço a mais para o folião curtir. A Arena Multicultural, localizada no Terreiro de Jesus, é palco de atrações que, em contraponto ao axé, e fazendo jus à pluralidade rítmica, mistura o Reggae, Blues e o Rap em um só espaço para entreter baianos e turistas que preferem sair dos circuitos tradicionais. Hoje (02) é o último dia do espaço.

Neste sábado (02), o trio Ministereo Publico, que se inspira na cultura dos Sound System, surgida nos anos 1950, é uma das atrações que sobe ao palco no Terreiro de Jesus. O trio, composto pelos DJ Pureza, Dj Raiz e Regivan Santa Bárbara, que é o dubmaster, contará com a participação especial da cantora Luedji Luna, destaque na música brasileira no último ano.

O show vai mesclar músicas autorais e canções de outros artistas. Nesta apresentação, destaque para as canções do EP Nem Riddim, com sete cantores convidados fazendo versões em cima de um mesmo instrumental. “A expectativa é boa, o Pelourinho é a nossa casa e a gente vai chegar mostrando um pouco das musicas autorais, fazendo seleção de Reggae Roots e dividindo o palco com Luedji pra fechar a noite”, disse o DJ Raiz.

Ontem (01), o Rap e o Reggae deram o tom da arena. As atrações foram Makonnen Tafari, Kainna Tawa, Kamaphew Tawa, Espiral do Reggae e DJ Tau. Primeira atração a subir no palco, Tafari é conhecido na cena do Hip-Hop e Rap baiano e iniciou sua carreira aos 9 anos de idade, com a composição "Realidade do Gueto" e, mais recentemente, no final de 2018, lançou a música "Alavontê", com mais de 9 mil visualizações no Youtube.

Aos 21 anos, Tafari fez sua quarta apresentação na Arena Multicultural junto com o DJ Akani, com músicas do novo disco, "Tafari Louco Parte 2", que envolve ainda dança e artes cênicas. Para ele, o palco montado pela Prefeitura é importante por incluir novos ritmos.

“Acho o palco de extrema importância, ainda mais por Salvador ter sido escolhida cidade da música, para todos se sentirem acolhidos, e poderem prestigiar o ritmo que curte. Vale ressaltar que o palco foi criado através de reivindicação de um espaço para o Hip-Hop, para o Reggae e assim trouxemos outros ritmos”.