02 Mar22:02

Bailinho em Casa de Acolhimento para menores acontece neste domingo

A confecção de máscaras, confetes e fantasias animou, neste sábado (2), as 87 crianças presentes na Casa de Acolhimento Provisório de Amaralina, direcionada a filhos de vendedores ambulantes e crianças em situação de vulnerabilidade social durante o Carnaval.
Todos os adereços serão utilizados neste domingo (03), durante o bailinho da folia, marcado para as 10h30, com a presença da Banda da Guarda Civil Municipal (GCM), que levará um repertório especial de músicas carnavalescas, incluindo marchinhas.
Ao todo, 385 crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 17 anos, já foram acolhidas durante os  três dias de funcionamento das quatro Casas de Acolhimento Provisório viabilizadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). A maioria dessas crianças chegou por demanda espontânea.
Diariamente, os pequenos se dividem entre as oficinas de adereços carnavalescos e diversas outras atividades, como futebol, dança das cadeiras, cinema, totó, passeio de triciclo, karaokê, desenho, cavalinho e basquetebol. Os espaços também dispõem de dormitórios para a hora do sono e de seis refeições entre lanches, almoço, jantar e ceia. O acolhimento ocorre por 24 horas.
O bailinho de Carnaval com a banda da GCM ocorre em todas as quatro Casas de Acolhimento. Hoje, foi realizada na Escola Municipal Casa da Amizade, no Jardim Apipema. Na segunda-feira, no Colégio Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas, em Nazaré. E na terça, no Colégio Estadual Senhor do Bonfim, nos Barris.
Confiança - “A maioria dessas crianças vem de demanda aberta. Isso nos deixa feliz, porque são os pais que trazem os pequeninos, voluntariamente, e têm confiança no nosso trabalho, que é feito com todo o amor e carinho. É motivo para comemorar, pois significa que o trabalho de conscientização e de combate ao trabalho infantil e à exploração sexual das crianças, feito pela Prefeitura, tem tido resultado”, afirmou a titular da SPMJ, Rogéria Santos.
Mãe de duas das crianças acolhidas, Daiane de Almeida, de 28 anos, está contando com o serviço pelo terceiro ano consecutivo, enquanto garante o sustento familiar com a venda de cerveja no circuito. “Eu fico com o coração apertado porque vou ficar distante, mas, ao mesmo tempo, tenho a certeza de que aqui eles estão seguros e bem cuidados”, afirmou.
Cada Casa de Acolhimento tem capacidade para 100 crianças e adolescentes por dia. Elas podem ser levadas pelos pais, mediante apresentação de documentação; pelo Conselho Tutelar; ou via abordagens sociais da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps).