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09 Feb17:33

Ambulantes dizem que exclusividade de cervejaria trouxe benefícios

Reclamação de uma minoria não condiz com opinião compartilhada pela maioria dos trabalhadores informais

 

Com regras definidas por meio de acordo previamente estabelecido entre a Prefeitura e as empresas patrocinadoras do Carnaval 2016, a gestão municipal tem dialogado com os ambulantes desde a folia de 2014, quando começou a ser adotado esse novo modelo de captação de recursos para a festa. E quem trabalha nas ruas durante a maior festa do planeta tem lucrado bastante após a adoção desse modelo, que possibilitou a ampliação do Carnaval e, de quebra, a economia de dinheiro público para investir nas áreas essenciais. Somente este ano foram captados R$30 milhões em patrocínios.

Em 2016, conforme dados da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), quatro mil ambulantes foram cadastrados para trabalhar na festa, possibilitando a geração de 16 mil postos de trabalho durante os dias de Carnaval. “Isso porque a gente desenvolveu um kit família, onde é possível a esses trabalhadores contar com o que chamamos de 'ambulante volante', que pode circular pelas ruas do circuito. Então, além do ponto fixo, quem se cadastrou conta ainda com outros três isopores menores para essa finalidade”, esclareceu a secretária da Semop, Rosemma Maluf.

Além disso, um estudo detalhado de mercado foi realizado para que todos tivessem condições de lucrar com a festa. “O número de licenças expedidas é estabelecido com base neste estudo. O trabalho de organização do Carnaval passa por isso. É feito um levantamento para que tenhamos a dimensão real da capacidade de licenciamento em cada circuito da festa, justamente para que todos tenham as mesmas possibilidades de venda e, consequentemente, atingir o lucro esperado”.

Quanto às críticas realizadas por uma parcela dos ambulantes cadastrados, Rosemma Maluf salientou que todas as regras foram devidamente divulgadas entre os ambulantes antes mesmo do cadastramento. “Todos os ambulantes que manifestaram interesse em participar do Carnaval foram informados sobre a exclusividade da marca patrocinadora da festa, o que vem sendo adotado desde 2014. A Prefeitura não vai abrir mão deste modelo que, sem dúvida nenhuma, é bastante interessante para nossa cidade, uma vez que possibilita a diminuição dos gastos oriundos dos cofres municipais”, disse.

Desde o Carnaval de 2014, quando o modelo foi adotado, já são quase R$ 100 milhões investidos pelos patrocinadores na festa, o que tem possibilitado o redirecionamento de recursos – antes destinados à folia - para as áreas essenciais, como educação e saúde, permitindo ainda mais investimentos para a cidade.

Todos os quatro mil ambulantes receberam curso de capacitação e foram contemplados com material fornecido pela empresa patrocinadora. “Todos eles receberam kit composto por balcão, com capacidade para dois isopores grandes, além de três isopores pequenos (para os ambulantes volantes), lixeira, colete, boné e sombreiro. Além disso, a empresa patrocinadora tem dado um tratamento diferenciado à categoria no que diz respeito a compra de mercadorias, com pontos de distribuição montados exclusivamente para este fim”, completou.

Saldo positivo - Para o ambulante João Celino Andrade, 43 anos, as regras não representam redução em vendas. “De forma nenhuma a gente deixa de vender por conta disso. Eu estou achando toda a organização muito boa. Acho que a mudança foi positiva tanto para o folião quanto para nós ambulantes. Desde o primeiro ano participo e não tenho do que me queixar”, garantiu.

A também ambulante Cláudia Suzart, 47 anos, compartilhou da opinião do colega. Ela, que há cinco anos trabalha no Carnaval de Salvador, disse considerar o patrocínio um benefício à categoria.  “Desde que a atual cervejaria foi definida continuei investindo na festa e não me arrependo, tanto que este ano estou aqui de novo. O problema não está na exclusividade da marca, acho isso bacana para nós, pois contamos com benefícios que antes não tínhamos. A questão é que muitos dos próprios ambulantes cadastrados estão descumprindo com o acordo, o que acaba prejudicando todos. A reclamação que tenho ouvido é essa”, afirmou.

A Sucom têm intensificado a fiscalização aos circuitos do Carnaval no intuito de coibir a venda irregular nas áreas de restrição. Milhares de produtos já foram apreendidas pelos agentes do órgão, que sempre procuram atuar de forma pacífica e dialogando com a categoria.

 

 

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